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Primeiro Relatório Semestral do Open Finance Brasil, o que vem pela frente?
23 de agosto de 2022 5 min de leitura

Após 17 meses do go-live, o Open Finance é realidade e os indicadores apresentados no primeiro relatório semestral do Open Finance mostram a evolução do ecossistema
Segundo o Primeiro Relatório Semestral do Open Finance Brasil, publicado no dia 16/08/22, muito foi feito no Open Finance Brasil e ainda há muito a ser feito. O relatório sustenta com números a evolução do processo de abertura no Brasil e destaca que nos últimos 3 meses houve um "boom" de novas chamadas de sucesso das APIs, o que comprova o engajamento crescente das instituições e da população no novo sistema financeiro.
DO OPEN BANKING AO OPEN FINANCE: JÁ FIZEMOS HISTÓRIA!
Depois de dois anos já podemos considerar que o modelo Open já tem uma história, foram muitas tentativas, erros e acertos de muitos profissionais envolvidos para podermos olhar para trás hoje e compreendermos, afinal, de forma mais consistente do que se trata a evolução do Open Banking ao Open Finance.
O Open Banking é uma forma automatizada e regulada de compartilhamento de dados no sistema financeiro, com o consentimento (autorização explícita) do dono do dado (usuário) e sob regulação e supervisão do Banco Central. Tudo isso por meio de uma plataforma tecnológica e segura disponibilizada pela Estrutura Inicial de Governança.
O material enfatiza ainda os fatores motivadores para a criação do Open Banking como o surgimento de novos players (as fintechs por exemplo) que oferecem formatos de serviços financeiros disruptivos, além do alinhamento com o contexto do Open Banking global e de ganhos como agilidade, interoperabilidade, autonomia do usuário e muitos outros que justificam a empreitada.
É importante ressaltar que os 5 pilares que que norteiam o Banco Central no que diz respeito ao Open banking:
- INCLUSÃO: Facilitar acesso aos mercados financeiros, favorecendo a inclusão da população ainda não bancarizada.
- COMPETITIVIDADE: Incentivar a concorrência nos sistemas financeiro e de pagamentos.
- TRANSPARÊNCIA: Melhorar a transparência, a qualidade e o fluxo das informações de mercado e do Banco Central.
- EDUCAÇÃO: Estimular a poupança e a participação consciente no mercado.
- SUSTENTABILIDADE: Promover finanças sustentáveis e contribuir para redução de riscos socioambientais e climáticos na economia e no Sistema Financeiro.
OS NÚMEROS INDICAM QUE AINDA HÁ MUITO POR VIR Analisamos os números do relatório e cruzamos com as demandas que enfrentamos junto aos nossos clientes no dia a dia e podemos dizer que apesar de todo avanço nos dois últimos anos, o Open Finance ainda está sendo puxado pelo Banco Central, portanto ainda há muito o que fazer. O QUE O MERCADO NOS CONTA Segundo Ligia Novazzi, COO & Sócia da Teros, estes são alguns dos principais problemas na linha de frente do Open Finance:"Fluidez no compartilhamento de dados e realização de pagamentos possibilitada pelo Open Finance fomenta surgimento de inovações no Brasil"
- Players inseguros em como vão extrair valor desse processo
- As discussões ainda estão muito teóricas
- Dificuldade em encontrar iniciativas bem sucedidas de uso de informações embarcadas em negócios
- Necessidades de ajuste na infra de Open Banking que já está embarcada nas empresas
"O papel do Banco Central é muito importante porque o Open Finance é mais interessante para as empresas quanto maior o número de adesões e maior o número de informações transacionadas"
Em resumo, o desafio agora é o Open Finance deixar de ser puxado pelo Banco Central e ser abraçado por todos, principalmente pelas pessoas físicas. Esse processo deve ser liderado por empresas como a Teros, que unem a capacidade Tecnológica com ampla experiência de soluções práticas que utilizam inteligência de dados. Agora é o momento de aproveitar as vantagens do Open Finance. Quem trabalha com dados sabe que o grande trunfo de qualquer modelagem, algoritmo ou ideia “disruptiva” é a qualidade dos dados. E o Open Finance é isso, qualidade e veracidade de informações. Muito se discute de ideias disruptivas, mas as instituições financeiras ainda sofrem com atualização cadastral! Veja que interessante, apenas ter o endereço certo para mandar a cobrança reduz a inadimplência! Em economia, um dos problemas que impedem o mercado de alcançar o equilíbrio competitivo é a assimetria de informação. A adesão ao Open Finance trará benefícios importantíssimos para a economia como um todo, inclusive em termos de precificação (veja mais neste artigo). E esse é o principal fator de engajamento da Teros no Open Finance.Discovery gratuito
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