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Cadastro Inteligente: Por que a Selfie não Basta

Entenda por que a biometria facial não é suficiente para prevenir fraudes e como o cadastro inteligente combina KYC, dados e análise de risco.

22 de outubro de 2026 8 min de leitura
Cadastro Inteligente: Por que a Selfie não Basta

Cadastro inteligente: por que a selfie não basta para um onboarding seguro?

A biometria facial transformou o onboarding financeiro. Com ela, bancos e fintechs conseguiram simplificar a abertura de contas, reduzir etapas presenciais e tornar a identificação de clientes mais rápida. No entanto, confirmar a identidade de uma pessoa não significa necessariamente que uma operação esteja livre de riscos.

Essa é a discussão apresentada por Lígia Lopes, CEO da Teros, no artigo Cadastro inteligente: por que o onboarding financeiro precisa evoluir além da selfie, publicado no portal Startupi.

A executiva chama atenção para uma limitação importante dos processos de identificação digital: a biometria consegue verificar características da identidade apresentada, mas não identifica, isoladamente, inconsistências cadastrais, comportamentos suspeitos ou todos os riscos associados ao cliente.

Nesse cenário, o cadastro inteligente surge como uma evolução do onboarding tradicional, combinando diferentes fontes de informação, verificações e regras de decisão para construir uma visão mais completa do usuário.

A biometria facial é importante, mas não identifica todos os riscos

A selfie se tornou uma das etapas mais reconhecidas da abertura de contas digitais. Combinada à comparação facial, à validação documental e à prova de vida, a biometria ajuda a verificar se a pessoa presente na jornada corresponde à identidade informada.

O problema está em considerar essa confirmação suficiente para avaliar a segurança de todo o processo.

No artigo publicado na Startupi, Lígia destaca que muitas tentativas de fraude envolvem documentos legítimos, CPFs válidos e identidades reais. Nesses casos, o risco não está necessariamente na identidade apresentada, mas nas circunstâncias em que ela está sendo utilizada.

Uma pessoa pode passar pela verificação biométrica e, ainda assim, apresentar informações cadastrais incompatíveis, comportamentos atípicos ou outros sinais que justifiquem uma análise adicional.

A publicação também menciona dados atribuídos à Serasa Experian, segundo os quais 56% das fraudes detectadas no mercado financeiro brasileiro são identificadas por inconsistências cadastrais. O dado reforça o argumento de que a análise de risco precisa considerar informações que uma imagem facial não consegue revelar.

Por isso, a evolução do onboarding não depende de abandonar a biometria, mas de integrá-la a outras camadas de verificação.

O cadastro inteligente amplia a análise para além da identidade

Tradicionalmente, o cadastro foi tratado como uma etapa de coleta de informações e validação documental. O cliente preenchia seus dados, passava pelas verificações exigidas e, uma vez aprovado, seguia para a utilização do produto financeiro.

O cadastro inteligente propõe uma abordagem mais ampla. Em vez de limitar o onboarding à confirmação da identidade, a instituição passa a organizar diferentes informações para avaliar o contexto do usuário e apoiar decisões posteriores.

Isso pode envolver a combinação de dados cadastrais, documentos, biometria, consultas a bases externas, verificações regulatórias e sinais de fraude. A escolha das análises depende das características do produto, do perfil do cliente e dos riscos envolvidos.

Na prática, uma instituição que oferece contas digitais pode ter necessidades diferentes de outra que trabalha com concessão de crédito. Da mesma forma, o cadastro de uma pessoa física não exige necessariamente as mesmas verificações aplicadas a uma pessoa jurídica.

A proposta do Cadastro Inteligente da Teros segue essa lógica ao reunir identidade, KYC, KYB, compliance, dados e regras de decisão em uma esteira configurável. Assim, diferentes verificações podem ser organizadas de acordo com as necessidades da operação, sem depender de processos isolados para cada etapa.

KYC e KYB ajudam a construir uma visão mais completa do cliente

Os processos de Know Your Customer (KYC) e Know Your Business (KYB) são componentes importantes dessa estrutura.

O KYC reúne procedimentos destinados à identificação e ao conhecimento do cliente, considerando as informações necessárias para que a instituição compreenda com quem está estabelecendo uma relação financeira. Dependendo do contexto, essas verificações podem envolver dados cadastrais, documentos, consultas a bases oficiais e listas de pessoas politicamente expostas ou de sanções.

No caso de empresas, o KYB amplia a análise para aspectos relacionados à pessoa jurídica, como situação cadastral, composição societária, beneficiários finais e vínculos relevantes.

Essas informações não substituem a biometria, mas complementam a identificação inicial. Uma empresa pode apresentar documentação regular e, ainda assim, exigir verificações adicionais sobre sua estrutura societária. Da mesma forma, um cliente pessoa física pode ter sua identidade confirmada, mas apresentar inconsistências em outras informações fornecidas.

Ao conectar essas verificações em uma mesma estrutura, o onboarding deixa de funcionar como uma sucessão de consultas independentes e passa a oferecer uma base mais consistente para a avaliação de risco.

A prevenção à fraude exige diferentes sinais de análise

Outro aspecto abordado por Lígia Lopes é a crescente sofisticação das fraudes digitais. O avanço de ferramentas de inteligência artificial generativa ampliou as possibilidades de manipulação de imagens e criação de deepfakes, exigindo mecanismos de identificação cada vez mais preparados.

Ao mesmo tempo, nem todas as fraudes dependem de falsificação biométrica. Informações incompatíveis, padrões de comportamento incomuns e tentativas de utilização indevida de identidades legítimas também precisam ser considerados.

Nesse contexto, a biometria comportamental ganha relevância como uma camada complementar. Diferentemente da biometria facial, que analisa características físicas, ela considera aspectos da interação digital, como padrões de navegação, digitação e utilização de dispositivos.

Esses sinais podem ajudar a identificar comportamentos atípicos que não seriam percebidos apenas pela comparação de uma selfie com um documento.

A integração entre diferentes mecanismos é especialmente importante porque nenhum deles oferece, isoladamente, uma visão completa do risco. Uma estratégia de prevenção à fraude precisa considerar o conjunto das informações disponíveis e permitir que sinais suspeitos sejam analisados dentro do contexto da operação.

Open Finance acrescenta contexto à avaliação financeira

Entre as possibilidades apresentadas no artigo da Startupi, o Open Finance ocupa um papel importante na evolução do cadastro inteligente.

Com a autorização do cliente e dentro das regras aplicáveis, instituições participantes podem acessar informações financeiras compartilhadas por outras instituições. Esses dados ajudam a complementar as informações declaradas durante o cadastro e podem oferecer uma visão mais ampla da situação financeira do usuário.

Histórico de movimentações, renda e padrões de consumo, quando disponíveis e pertinentes à finalidade autorizada, podem contribuir para análises que vão além da identificação pessoal.

Essa possibilidade é particularmente relevante em jornadas que envolvem produtos de crédito, nas quais conhecer a identidade do solicitante é apenas uma parte da decisão.

A infraestrutura de Open Finance da Teros permite integrar dados consentidos a diferentes processos financeiros. No contexto do cadastro inteligente, essas informações podem complementar as verificações iniciais e contribuir para análises posteriores, conforme as necessidades de cada instituição.

Uma esteira configurável equilibra segurança e experiência

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Ampliar a capacidade de análise não significa exigir mais documentos ou verificações de todos os clientes. Um onboarding eficiente precisa aplicar as validações adequadas a cada situação, evitando tanto a exposição desnecessária a riscos quanto o excesso de etapas que prejudicam a experiência.

Uma esteira configurável permite organizar esse processo de acordo com o produto, o perfil do usuário e os sinais identificados durante a jornada. Dessa forma, situações que não apresentam alertas relevantes podem seguir fluxos mais simples, enquanto casos que exigem atenção adicional passam por novas verificações.

Essa flexibilidade também facilita a administração dos fornecedores envolvidos. Em vez de manter integrações e regras dispersas entre diferentes sistemas, a instituição pode estruturar uma camada de orquestração para coordenar consultas, análises e decisões.

O resultado esperado é um processo mais coerente, no qual segurança, eficiência operacional e experiência do usuário são consideradas conjuntamente.

O cadastro passa a contribuir para decisões futuras

A principal mudança defendida por Lígia Lopes no artigo da Startupi é estratégica: o onboarding não deve ser visto apenas como uma obrigação burocrática que termina com a aprovação cadastral.

As informações obtidas nesse primeiro contato podem servir de base para outras decisões ao longo do relacionamento financeiro, desde que seu uso respeite as finalidades e exigências aplicáveis.

Quando os dados de cadastro estão organizados e conectados a outras etapas, a instituição pode aproveitar informações já verificadas para subsidiar análises de crédito, monitoramento de riscos e gestão do relacionamento.

Essa continuidade também depende de processos capazes de considerar novas informações. O perfil de um cliente pode mudar, assim como suas necessidades financeiras e os riscos associados a determinadas operações.

O cadastro inteligente, portanto, não elimina a necessidade de novas avaliações. Ele estabelece uma base estruturada sobre a qual diferentes análises podem ser desenvolvidas ao longo do tempo.

Conhecer o cliente vai além de confirmar sua identidade

A biometria facial continua sendo uma tecnologia importante para o onboarding digital, mas sua função não deve ser confundida com a avaliação completa do cliente. A identidade é uma parte fundamental do processo, enquanto a compreensão dos riscos depende de informações mais amplas.

Como destaca Lígia Lopes, CEO da Teros, no artigo publicado na Startupi, a evolução do cadastro inteligente está justamente em transformar o primeiro contato com o cliente em uma oportunidade de construir conhecimento para decisões futuras.

Para bancos, fintechs e outras instituições financeiras, isso exige uma infraestrutura capaz de combinar identificação, KYC, KYB, dados e mecanismos de prevenção à fraude em processos integrados.

Conheça o Cadastro Inteligente da Teros e descubra como estruturar uma esteira de onboarding que vá além da selfie, conectando verificações e informações para apoiar decisões financeiras mais consistentes.

Entre em contato com a Teros ou preencha o formulário abaixo.

Fonte: Startupi - artigo de Ligia Lopes, CEO da Teros: Cadastro inteligente: por que o onboarding financeiro precisa evoluir além da selfie (31/07/2026). - https://startupi.com.br/cadastro-inteligente-por-que-o-onboarding-financeiro-precisa-evoluir-alem-da-selfie/ 




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