Voltar ao blog

Teros apresenta 5 dicas de como usar corretamente as elasticidades e adotar a melhor estratégia de precificação para um produto

19 de outubro de 2021 6 min de leitura
Teros apresenta 5 dicas de como usar corretamente as elasticidades e adotar a melhor estratégia de precificação para um produto

Teros apresenta 5 dicas de como usar corretamente as elasticidades e adotar a melhor estratégia de precificação para um produto

Existe um grande paradoxo entre a estratégia de pricing tecnicamente adequada, que considera o uso das elasticidades no preço de um produto, e o que acontece na prática com o valor final no varejo.

Calcular a elasticidade de um produto não basta: é essencial compreender como as variações de preço impactam os concorrentes e, consequentemente, incluir essas análises na estratégia de precificação. Para tornar esse processo mais claro e prático, Juan Ferrés, fundador da Teros, reúne 5 “regras de bolso” que auxiliam na aplicação correta das elasticidades.

https://www.youtube.com/watch?v=MFolo6S60WQ

5 orientações práticas para usar elasticidades no preço de produtos

Teros apresenta 5 dicas de como usar corretamente as elasticidades e adotar a melhor estratégia de precificação para um produto

Hoje, com recursos como a plataforma de automação inteligente da Teros, é possível analisar dados em tempo real e adotar decisões mais assertivas na gestão de preços. Para mostrar como esse conceito funciona na prática, reunimos 5 dicas — as chamadas “regras de bolso” — que ajudam a usar as elasticidades de forma eficiente dentro de uma estratégia de precificação.

1ª regra de bolso: existe uma relação entre o valor da elasticidade e o nível de preço

Vamos começar imaginando que você tenha uma elasticidade de -2 (o que significa que se você subir o preço do seu produto em 1% as vendas caem em 2%) e seu produto custa R$10,00. Quando você começar a reajustar/subir esse preço, você vai aumentar a elasticidade. À medida que você sobe o preço, você não vai perder mais 2%, mas sim, 2,5 ou 3%, porque mais consumidores passam a reavaliar sua decisão de compra. Sempre que você muda o preço de costume, a decisão de compra começa a ser reavaliada por mais pessoas e mais elástico se torna seu produto. 

Do mesmo modo, quando você abaixa o preço de um produto, ele vai se tornando mais inelástico, ou seja, a elasticidade passa de -2 para -1,5 ou -1 porque, do mesmo modo, perceber o preço mais baixo também desencadeia reavaliação da decisão de compra por mais consumidores, mas agora levando a compra do seu produto. 

2ª regra de bolso: há uma relação entre a dimensão da elasticidade e a dimensão da margem para estimar qual o preço ótimo. 

Existe um ponto ótimo entre elasticidade e margem para todos os setores, se você tem uma elasticidade muito baixa você só não sobe o preço, se sua margem já for muito baixa. 

3ª regra de bolso: quando as empresas de um setor precificam corretamente, existe uma relação positiva entre share e margem, e isso também se trata de elasticidade. 

Ou seja, por meio da precificação correta de um produto e da constante em um setor, quanto maior o share, menor a elasticidade, e quanto maior o share maior a elasticidade deste produto. Essa dica devemos a Daniel McFadden, Prêmio Nobel de Economia em 2000. 

4ª regra de bolso: há um trade off entre margem e volatilidade de preços. 

 Se você tem um produto com margem baixíssima, qual a sua melhor estratégia de precificação? Ajustar o preço a qualquer choque de custo. Agora, se sua margem é alta, significa que o consumidor paga um prêmio pelo seu preço. Tudo que você não quer é que ele reavalie sua decisão de compra. Nesse caso, não se deve repassar preço em choques menores de custo, e sim, aguentar até que o custo se ajuste para não correr o risco de perder uma margem mais elevada.

5º regra de bolso: Existe uma relação entre fidelidade e elasticidade do canal. 

Teros apresenta 5 dicas de como usar corretamente as elasticidades e adotar a melhor estratégia de precificação para um produto

É o que chamamos internamente de paradoxo da Teros. Essa discussão é extremamente importante, e ela é a que mais impacta a precificação nas empresas. O que significa isso?

Imagine que você é um líder de marca, tem sua marca líder, por exemplo, o sabonete Dove, uma marca que o consumidor gosta e é fiel. E você tem também uma marca secundária, pouco conhecida, que muito poucos consumidores compram. A solução tecnicamente correta seria colocar o sabonete Dove mais caro e marca de entrada (marca secundária) muito mais barata, porque a elasticidade do Dove, de share, é mais baixa, enquanto que a do produto de marca secundária é muito mais alta. Porém na negociação com o supermercado aparecem outros fatores. O supermercado, em share, precifica de outra forma, pois não está precificando apenas o sabonete Dove, e sim todos os sabonetes. 

Enquanto o fabricante está precificando apenas o sabonete Dove em relação aos seus concorrentes, o lojista está precificando todos os sabonetes ao mesmo tempo, levando em conta a renda e o quanto o consumidor vai gastar na categoria, ou entre categorias, e ainda sujeito ao preço do mesmo sabonete no supermercado vizinho, pois ele corre o risco de perder a venda para os supermercados do bairro.

Isso implica num conflito de óticas. Porque o lojista olha para um produto como sabonete Dove, com alta fidelidade à marca, e quer baixar o seu preço para atrair consumidores, que muitas vezes são mais fiéis à marca Dove do que ao seu estabelecimento, então, pela ótica do estabelecimento, este produto é extremamente elástico, uma vez que se ele subir o preço, o cliente vai migrar para o supermercado vizinho, pois é mais fiel à marca do que ao supermercado. E essa visão não é errada, são apenas óticas diferentes. 

Percebemos que o varejista tende a querer baixar o preço dos produtos líderes, onde há mais fidelidade, tanto mais quanto menor for a fidelidade ao seu estabelecimento. Por isso, os lojistas vão “brigar” pelo Dove mais barato junto ao fabricante. E o que acontece na prática? O fabricante não consegue repassar o preço do seu produto líder, mesmo sabendo que, por value pricing (estratégia de pricing que aproxima o preço de um produto ou serviço ao valor que os consumidores atribuem a esse produto ou serviço), poderia aumentar o preço do sabonete, e, para não ter prejuízo, acaba compensando com o aumento do preço do sabonete de marca secundária, sua marca B, que acaba sendo possível, pois o lojista não está “olhando” para este produto que tem baixa fidelização de marca.

Originalmente falamos que a estratégia adequada seria aumentar o preço do sabonete Dove e abaixar o preço da marca de entrada e na prática vemos que o que acontece é o contrário: a marca líder mais barata e a marca secundária mais cara, errando completamente o posicionamento ideal para a indústria. Esse paradoxo é comum em quase todos os bens, quando há intermediários. No setor automobilístico, no setor de serviços, na indústria de bens de consumo. E há formas de solucionar isso, como estratégias de descontos e estratégias de contratos. Há estratégias boas e ruins, mas é importante entender que esse paradoxo é um dos grandes drivers que limitam o posicionamento ideal de preços da indústria no varejo.

Saiba mais no artigo 5 pontos a serem levados em consideração ao utilizar elasticidades em precificação.

Elasticidade e Pricing: próximos passos para sua empresa

Teros apresenta 5 dicas de como usar corretamente as elasticidades e adotar a melhor estratégia de precificação para um produto

As elasticidades mostram que precificação vai muito além do cálculo, envolve estratégia, análise de mercado e visão prática para manter margens, competitividade e fidelidade do consumidor. Com apoio da plataforma de automação inteligente da Teros, sua empresa pode transformar dados em decisões de pricing mais assertivas e sustentáveis.

Entre em contato com a Teros e descubra como aplicar essas estratégias de forma eficiente no seu negócio.


Compartilhe este post

Discovery gratuito

Em 30 minutos mostramos os gaps na sua jornada atual

Sem compromisso. Com quem opera o problema

  • Discovery gratuito sem pitch de vendas
  • Mapeamos sua esteira atual em tempo real
  • Você sai com um diagnóstico de ruptura e custo
Contato direto: marketing@teros.com.br · +55 11 99359-6758

Não aceitamos emails pessoais (gmail, hotmail, etc.)

Soluções de cadastro inteligente, KYC e motor de crédito são oferecidas pela TrilhaID, powered by Teros.