Open Investment Dispara, mas Fundos Estruturados Ficam de Fora do Open Finance
O Open Investment já soma 1,81 bilhão de chamadas mensais, mas FIDCs e crédito privado quase não aparecem nesse volume. Entenda essa fronteira.

Open Investment Dispara no Open Finance, mas Fundos Estruturados Ainda Ficam de Fora
O Open Finance brasileiro atingiu a marca de 154 milhões de consentimentos ativos em fevereiro de 2026, reunindo mais de 100 milhões de clientes e contas conectadas ao ecossistema, número que consolida o país como um dos maiores ambientes de dados abertos do mundo. Dentro desse universo, a camada dedicada a investimentos, o Open Investment, implementada como parte da quarta fase do sistema em setembro de 2023, registrou 1,81 bilhão de chamadas em dezembro de 2024, equivalente a 17% de todo o volume de chamadas do Open Finance naquele mês, um salto de mais de 6.000% em relação ao mesmo indicador de outubro do ano anterior.
O dado mais revelador, porém, não está no volume total, e sim em quem ainda ficou de fora dele. É esse ponto que Lidiane dos Santos, diretora da ID CTVM, instituição especializada em infraestrutura para o mercado de capitais, destaca ao comentar a expansão do Open Finance para o universo de fundos estruturados.
Onde Está a Concentração do Open Investment
Apesar do crescimento acelerado, a distribuição dos dados de investimento ainda é concentrada. A renda fixa bancária responde por 76% das chamadas relacionadas a investimentos, enquanto a renda variável soma 13%. Os fundos de investimento representam uma fatia proporcionalmente menor do total compartilhado.
Ou seja, os produtos que já são distribuídos em escala pelos bancos tradicionais, como CDBs e outros ativos de renda fixa bancária, já rodam plenamente dentro do padrão de dados abertos. O que ainda não entrou nesse fluxo na mesma proporção são os fundos estruturados, como FIDCs, Notas Comerciais e demais instrumentos de crédito privado, o que aponta para uma oportunidade relevante de expansão à medida que administradores fiduciários e gestoras avancem na integração de suas plataformas aos padrões abertos.
O Portal do Desenvolvedor Como Ponte para o Open Finance
Para a ID CTVM, que reúne mais de 550 fundos e mais de R$50 bilhões sob administração e custódia, com presença relevante em estruturas como FIDCs, FIPs e FIIs, a integração ao Open Finance é vista como uma extensão natural de uma estratégia que a companhia já vinha construindo com seu próprio Portal do Desenvolvedor.
Segundo Lidiane dos Santos, o objetivo desde a estruturação desse portal sempre foi permitir que sistemas de terceiros, sejam fintechs, gestoras ou plataformas de consultoria, se conectassem à infraestrutura da ID CTVM de forma padronizada, sem depender de integrações específicas para cada parceiro. Na visão da executiva, o Open Finance amplia essa mesma lógica para todo o mercado, criando um padrão único que reduz a barreira técnica para que fundos estruturados sejam incorporados a plataformas de terceiros, ampliando a visibilidade desses produtos para novos públicos de investidores.
Por Que Isso Importa Na Prática
A razão pela qual essa lacuna é relevante está na forma como o investidor hoje descobre e acompanha seus ativos. A padronização via API permite que corretoras, consultorias e aplicativos consolidem automaticamente a posição de um investidor em produtos de várias instituições diferentes, sem depender de processos manuais de importação de extratos.
Isso cria um efeito direto de visibilidade. Um produto que está dentro do padrão de Open Finance aparece automaticamente onde o investidor já está olhando, seja no aplicativo do próprio banco, seja em uma plataforma de consolidação de investimentos de terceiros. Um produto que está fora desse padrão continua dependendo dos canais tradicionais para ser visto, o que na prática significa menos distribuição e menos alcance junto a investidores que já se acostumaram a ter uma visão unificada do próprio portfólio.
Segurança e Consentimento Como Pré-Condição
Qualquer expansão do compartilhamento de dados financeiros por meio de APIs abertas eleva a exigência sobre os protocolos de segurança da informação adotados por cada instituição participante. O modelo de Open Finance exige autenticação robusta, criptografia de dados em trânsito e mecanismos claros de revogação de consentimento por parte do cliente, elementos que precisam estar plenamente integrados à infraestrutura tecnológica de qualquer administrador fiduciário que deseje participar ativamente desse ambiente.
Ao mesmo tempo, o consentimento explícito e revogável do investidor permanece no centro do modelo, com o cliente no controle sobre quais informações deseja compartilhar, com quais plataformas e por quanto tempo, o que reforça a necessidade de interfaces claras de gestão de consentimento por parte de qualquer administrador de fundos estruturados que entre nesse ecossistema.
Fundos Estruturados: A Próxima Fronteira do Open Finance
Com o Open Finance já consolidado como padrão para produtos bancários tradicionais, e a fase de investimentos ganhando tração acelerada, a expectativa do mercado é que fundos estruturados ampliem gradualmente sua presença dentro desse ecossistema de dados abertos. Para administradores fiduciários que já operam plataformas de integração via API, essa transição representa a chance de ampliar a visibilidade de seus produtos junto a um número crescente de plataformas de terceiros, sem depender exclusivamente de canais tradicionais de distribuição para alcançar novos investidores.
Entrar nesse padrão depende de ter uma integração via API com governança adequada, que conecte esses produtos ao restante do ecossistema com o mesmo nível de padronização, segurança e auditabilidade que hoje sustenta bilhões de chamadas de renda fixa bancária por mês.
Onde a Teros Conecta Crédito Estruturado ao Open Finance
É exatamente essa ponte que a Teros oferece. A camada que conecta produtos de crédito estruturado e FIDCs a uma plataforma open finance de forma padronizada, segura e auditável, com o consentimento do investidor no centro de cada operação e sem depender de integração feita manualmente entre gestoras, distribuidores e o restante do ecossistema.
Isso significa, na prática, tratar a integração open finance BCB não como um projeto isolado de compliance, mas como parte da infraestrutura que determina se um fundo estruturado vai ou não aparecer automaticamente onde o investidor já está olhando. Para gestoras e administradores fiduciários, isso se traduz em mais visibilidade e mais distribuição sem depender exclusivamente de canais comerciais tradicionais.
O Que Isso Significa Para Gestoras, Securitizadoras e Plataformas
Enquanto boa parte do mercado ainda trata a conexão de fundos estruturados ao Open Finance como uma fase futura, iniciativas como o Portal do Desenvolvedor da ID CTVM mostram que essa integração já está em curso em parte do ecossistema. Instituições que se anteciparem a essa fronteira, integrando seus produtos de crédito estruturado com a governança e a segurança que o Open Finance exige, tendem a capturar distribuição e atenção do investidor mais rápido do que concorrentes que continuarem dependendo apenas dos canais tradicionais de venda.
Conecte Seus Fundos Estruturados ao Open Finance com a Teros

Enquanto o mercado trata a entrada de fundos estruturados no Open Finance como a próxima fase, a Teros já opera nela, oferecendo a infraestrutura que conecta crédito estruturado e FIDCs ao ecossistema de forma segura, padronizada e centrada no consentimento do investidor. Conheça a solução de infraestrutura Open Finance da Teros, entre em contato conosco ou preencha o formulário abaixo.
Fontes: Agência Saftec (conteúdo de responsabilidade da empresa, publicado no espaço de Agência de Comunicação do Estadão), "Open Finance e Portal do Desenvolvedor aproximam fintechs do mercado de capitais, destaca a ID CTVM", com declarações de Lidiane dos Santos, diretora da ID CTVM, 24 de agosto de 2026.
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