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Open Finance no Pix por Aproximação: o que muda na jornada de pagamento

O Banco Central lançou a jornada otimizada do Open Finance no Pix por Aproximação: o cliente agora pode compartilhar saldo e limite no momento do pagamento.

01 de julho de 2026 8 min de leitura
Open Finance no Pix por Aproximação: o que muda na jornada de pagamento

Open Finance no Pix por Aproximação: o que muda na jornada de pagamento

A jornada otimizada do Open Finance no Pix por Aproximação é a funcionalidade lançada pelo Banco Central em 22 de junho de 2026 que permite ao cliente autorizar, em um único fluxo, tanto a vinculação da conta em uma carteira digital quanto o compartilhamento de saldo e limite disponível, eliminando etapas duplicadas e tornando visível, no momento do pagamento, quanto o cliente tem disponível para gastar.

Essa mudança parece simples. Mas, na visão da Teros, ela representa uma evolução importante na forma como dados financeiros consentidos podem ser utilizados no ecossistema de pagamentos brasileiro, abrindo novas possibilidades para instituições que souberem conectar esses dados ao seu motor de decisão financeira.

Acompanhe neste artigo, com a Teros, o que a jornada otimizada significa na prática, por que ela importa para além da experiência do usuário e como instituições financeiras podem transformar esse dado em decisão.

O que é a jornada otimizada e o que o Banco Central anunciou

Até 22 de junho de 2026, conectar uma conta bancária ao Pix por Aproximação em uma carteira digital exigia dois processos separados: primeiro, o cliente passava pelo fluxo de compartilhamento de dados via Open Finance; depois, repetia etapas semelhantes para autorizar a vinculação da conta e habilitar os pagamentos. Eram duas jornadas distintas para um objetivo único.

O Banco Central chamou isso de problema. A solução foi a "jornada otimizada": um fluxo unificado em que o cliente, ao conectar a conta, pode optar, em uma única autorização, por também compartilhar os dados de saldo e limite disponível. Com isso, no momento de concluir um pagamento via Pix por Aproximação, a carteira digital consegue exibir quanto o cliente tem disponível antes de confirmar a transação.

Segundo Matheus Rauber, chefe de subunidade no Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor) do Banco Central, a mudança abre espaço para soluções de checkout mais fluido e com menor abandono de pagamento. A expectativa do BC é reduzir falhas por saldo insuficiente, um dos principais motivos de não conclusão de transações via Open Finance.

O que muda para o cliente?

Três pontos definidos pelo Banco Central são centrais para entender os limites e as possibilidades da jornada otimizada:

  1. O compartilhamento de saldo e limite é sempre opcional

O Banco Central estabeleceu que a opção não pode vir pré-preenchida: o cliente precisa selecioná-la ativamente. Pagamento e transferência continuam funcionando normalmente mesmo que o cliente não autorize a visualização dessas informações.

  1. O consentimento pode ser cancelado a qualquer momento, inclusive de forma separada

O cliente pode interromper o compartilhamento de saldo e limite e manter a conta vinculada para pagamentos. Se cancelar a vinculação, o compartilhamento dos dados é encerrado automaticamente.

  1. A transparência sobre o uso dos dados é obrigatória

Rauber foi explícito: "Qualquer que seja a solução ofertada, deve estar claro para o cliente a finalidade de uso dessas informações." Isso significa que as instituições que usarem os dados de saldo e limite para alimentar modelos de decisão precisam ser transparentes sobre essa finalidade, o que conecta diretamente a jornada otimizada às exigências de governança de consentimento da LGPD e do próprio ecossistema Open Finance.

Por que isso importa para além da experiência do usuário

Além dos impactos diretos na experiência de pagamento destacados pelo Banco Central, essa evolução também abre discussões sobre como instituições financeiras podem utilizar dados consentidos para aprimorar seus processos de decisão.

A leitura imediata da jornada otimizada é de UX: menos fricção, menos abandono, checkout mais fluido. Essa leitura está correta, mas é incompleta.

O dado de saldo disponível no momento do pagamento é, na prática, um sinal de liquidez em tempo real. Quando esse dado é capturado com consentimento explícito e integrado ao perfil de decisão do cliente, ele passa a ser insumo para decisões que vão muito além do pagamento em si.

Como possibilidade estratégica para o mercado, esse dado pode se tornar um novo sinal para enriquecer modelos de decisão, permitindo análises mais contextualizadas de crédito, limite e ofertas financeiras. Uma instituição que combine esse tipo de informação com outros dados autorizados e modelos de risco pode criar análises mais contextualizadas para revisão de limite de crédito e ofertas financeiras. Uma instituição que cruza o dado de saldo com o histórico de pagamentos recorrentes via Open Finance tem uma visão de liquidez e comportamento que pode complementar modelos tradicionais de análise de risco com informações mais recentes sobre comportamento financeiro.

Esse é o ponto que o mercado ainda está processando: a jornada otimizada não é apenas uma melhoria de experiência. É uma nova camada de dados financeiros consentidos que, conectada a um motor de decisão financeira, transforma o checkout em um ponto de inteligência contínua.

O artigo Open Finance e personalização: o novo motor do crédito aprofunda como dados consentidos do Open Finance redefinem a oferta de crédito e por que a instituição que souber usar esses dados com governança vai ter uma vantagem competitiva estrutural.

O desafio da governança: usar o dado sem violar a confiança

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A jornada otimizada coloca um desafio claro para as instituições: como usar os dados de saldo e limite de forma que gere valor para o cliente e para a operação, sem violar as regras de consentimento e sem criar uma percepção de uso indevido?

A resposta passa pela governança de consentimento. O Banco Central reforça que o cliente deve ter controle sobre o compartilhamento e clareza sobre a finalidade de uso dos dados. A partir desse princípio, as instituições precisam estruturar mecanismos capazes de rastrear, controlar e explicar como essas informações são utilizadas em suas decisões.

Isso significa que as instituições precisam de uma infraestrutura que não apenas capture o consentimento, mas que rastreie como cada dado foi usado, em qual decisão ele foi insumo e se o uso está dentro do escopo autorizado. Sem essa rastreabilidade, o risco regulatório e reputacional é real — especialmente em um ambiente em que o Banco Central supervisiona ativamente o ecossistema e a LGPD garante ao cliente o direito de contestar decisões tomadas com seus dados.

O artigo Governança no coração das decisões: transparência e auditabilidade no motor financeiro detalha como cada decisão precisa ser explicável e auditável, e por que a rastreabilidade de dados consentidos é o que diferencia uma operação escalável de uma operação que acumula passivo regulatório.

A abordagem da Teros: do consentimento à decisão governada

É nesse ponto que surge o desafio para as instituições: transformar uma nova disponibilidade de dados em decisões financeiras responsáveis, com segurança e governança.

A Teros foi construída para conectar dados financeiros consentidos, incluindo os que chegam via Open Finance, ao motor de decisão financeira com governança de ponta a ponta.

Na prática, isso significa que:

  • O consentimento capturado na jornada otimizada é registrado com escopo, prazo e finalidade, e fica disponível para auditoria em qualquer momento.

  • Os dados de saldo e limite compartilhados pelo cliente alimentam o perfil de decisão em tempo real, podendo ser usados para ajuste de limite, oferta de crédito contextual ou personalização de pricing — sempre dentro do escopo autorizado.

  • Toda decisão gerada com base nesses dados é versionada e explicável: é possível saber qual dado, qual regra e qual modelo produziram aquele resultado.

  • O cliente pode revogar o consentimento a qualquer momento, e o sistema reflete essa revogação imediatamente em todos os fluxos de decisão que dependiam daquele dado.

Essa arquitetura não é apenas uma exigência regulatória. É o que torna possível escalar o uso de dados de Open Finance sem acumular risco e é o que diferencia uma infraestrutura de decisão financeira de um conjunto de integrações pontuais.

Para entender como o cadastro e o consentimento se conectam ao motor de decisão desde o início da jornada, o artigo Da base ao fluxo: conectando cadastro inteligente ao motor de decisão financeira mostra como dados capturados no onboarding, incluindo consentimentos Open Finance, se tornam insumos para todas as decisões subsequentes.O que fazer com essa novidade agora?

A jornada otimizada está disponível desde 22 de junho de 2026. As instituições que já operam com Pix por Aproximação e Open Finance precisam avaliar três questões:

  • A primeira é técnica: a infraestrutura consegue capturar o consentimento de saldo e limite no fluxo de vinculação e transmitir esse dado em tempo real para o motor de decisão?

  • A segunda é de produto: quais decisões podem ser enriquecidas com o dado de saldo disponível no momento do pagamento? Oferta de crédito contextual, revisão automática de limite, personalização de pricing?

  • A terceira é de governança: o uso planejado desses dados está dentro do escopo do consentimento declarado? A rastreabilidade está garantida? A revogação do consentimento é refletida imediatamente em todos os fluxos?

As instituições que responderem essas três perguntas com infraestrutura adequada vão transformar a jornada otimizada em vantagem competitiva. As que não responderem vão processar um dado que não conseguem usar, ou pior, usar um dado que não deveriam.

Explore mais sobre infraestrutura de decisão financeira governada no blog da Teros.

Conecte dados de Open Finance ao seu motor de decisão

A jornada otimizada do Banco Central é uma oportunidade. Mas ela só gera valor para instituições que têm a infraestrutura para transformar dados consentidos em decisões — com velocidade, governança e rastreabilidade.

A Teros conecta Open Finance, gestão de consentimento, Motor de Decisão Financeira e Pricing Inteligente em uma plataforma governada e auditável. 

Entre em contato com os especialistas Teros ou preencha o formulário abaixo e saiba como transformar cada dado consentido no início da próxima decisão financeira. 

Fonte:

Banco Central do Brasil. Mais eficiência nos pagamentos com o uso do Open Finance: clientes poderão autorizar compartilhamento de saldo e limite de sua conta ao conectá-la no Pix por Aproximação.


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