O Check-up da Precificação: 5 Passos Essenciais Para Revisar Sua Estratégia de Preços e Margens
Em um cenário de metas cada vez mais agressivas, margens pressionadas e maior escrutínio regulatório, a precificação deixou de ser apenas um exercício comercial. Para empresas do setor financeiro, fintechs, marketplaces e organizações que operam com crédito e pagamentos, o pricing passou a ser uma decisão crítica de governança, com impacto direto em risco, rentabilidade e compliance.
Revisar preços não é mais apenas “ajustar tabelas”. É fazer um verdadeiro check-up da estratégia de precificação, avaliando se as decisões estão baseadas em dados confiáveis, se são rastreáveis, se respeitam limites regulatórios e se escalam com segurança.
Neste artigo, apresentamos 5 passos essenciais para revisar sua estratégia de preços e margens sob a ótica da automação inteligente, da governança de decisões e do uso estruturado de dados financeiros, incluindo Open Finance.
Por que a precificação virou um tema de governança (e não só de margem)

Tradicionalmente, decisões de preço eram tomadas por áreas comerciais, muitas vezes apoiadas em regras estáticas, planilhas e histórico limitado. Esse modelo já não sustenta operações modernas.
Hoje, precificar envolve:
- Dados financeiros sensíveis;
- Modelos de risco e crédito;
- Regras regulatórias;
- Consentimento e uso ético de dados;
- Impacto direto na experiência do cliente.
Isso exige governança de pricing, ou seja, a capacidade de definir, executar, auditar e explicar decisões de preço de forma consistente, escalável e compatível com regulações como LGPD e normas do Banco Central.
1. Avalie se suas decisões de preço são rastreáveis e explicáveis
O primeiro passo do check-up é simples — e muitas empresas falham aqui:
você consegue explicar, com clareza, por que um cliente recebeu aquele preço?
Em ambientes regulados, decisões de precificação precisam ser:
- Rastreáveis;
- Auditáveis;
- Explicáveis para reguladores, auditorias internas e clientes.
Se o pricing depende de regras dispersas, códigos não versionados ou decisões manuais, o risco cresce. Além do risco regulatório, há perda de controle sobre margens e inconsistência na oferta.
Empresas maduras trabalham com:
- Regras de decisão auditáveis;
- Versionamento de critérios de pricing;
- Histórico completo de decisões automatizadas.
- Esse é o primeiro indicativo de se sua estratégia está preparada para escalar.
2. Conecte precificação a dados financeiros confiáveis (e consentidos)
Decisões de preço são tão boas quanto os dados que as sustentam.
Aqui entra um ponto central: dados financeiros de qualidade, atualizados e consentidos.
Com o avanço do Open Finance, tornou-se possível acessar:
- Histórico financeiro mais amplo;
- Comportamento de pagamento;
- Capacidade de endividamento;
- Padrões de risco mais precisos.
Mas o desafio não é apenas acessar dados — é governá-los. Isso envolve:
- Gestão de consentimento;
- Uso adequado para finalidades específicas;
- Rastreabilidade de como os dados impactaram a decisão de preço.
A precificação baseada em dados financeiros exige uma infraestrutura de dados governada, que una segurança, compliance e performance.
3. Substitua regras isoladas por um motor de decisão governado

Outro ponto crítico do check-up:
sua precificação é uma regra isolada ou parte de uma esteira de decisão?
Muitas empresas ainda operam com lógicas fragmentadas:
- Uma regra para crédito;
- Outra para pricing;
- Outra para aprovação;
- Outra para exceções.
Isso gera conflitos, retrabalho e perda de margem.
O caminho mais sólido é adotar uma infraestrutura de decisão financeira, onde:
- Crédito, risco e preço são orquestrados;
- As decisões seguem uma lógica centralizada;
- O motor de decisão aplica regras consistentes e auditáveis.
- Esse modelo permite:
- Precificação dinâmica governada;
- Ajustes rápidos sem refatorar sistemas;
- Controle total sobre impactos financeiros e regulatórios.
Aqui, o pricing deixa de ser “configuração” e passa a ser decisão estratégica automatizada.
4. Proteja margens com precificação orientada por risco (não por média)
Um erro comum é precificar com base em médias históricas. Em mercados voláteis, isso corrói margens silenciosamente.
A revisão da estratégia deve responder:
- O preço reflete o risco real daquele cliente?
- As exceções estão controladas?
- Há diferenciação baseada em comportamento financeiro?
- A precificação orientada por risco permite:
- Ajustar taxas, limites e condições de forma granular;
- Proteger margens sem reduzir competitividade;
- Evitar subsídios cruzados invisíveis.
Quando integrada a um motor de decisão financeiro, essa abordagem ganha escala, consistência e governança — sem depender de intervenções manuais.
5. Garanta governança regulatória e operacional desde o desenho
O último passo do check-up é estrutural:
governança não pode ser um remendo depois.
Uma estratégia moderna de precificação precisa nascer com:
- Governança regulatória financeira;
- Governança de dados financeiros;
- Governança de decisões automatizadas;
- Governança de modelos de crédito e pricing.
Isso significa:
- Regras claras de uso de dados;
- Auditoria contínua das decisões;
- Capacidade de resposta rápida a fiscalizações;
- Conformidade integrada à operação.
Empresas que tratam compliance como parte da infraestrutura — e não como camada externa — ganham velocidade, segurança e confiança do mercado.
Precificação como infraestrutura crítica de decisão
Ao final do check-up, fica claro:
precificação não é apenas preço — é infraestrutura crítica de decisão financeira.
Empresas que desejam crescer com controle, reduzir custos operacionais e escalar crédito e pagamentos com segurança precisam tratar o pricing como um processo automatizado, governado por dado, alinhado ao risco e totalmente auditável.
É nesse contexto que a automação inteligente deixa de ser eficiência operacional e se torna vantagem estratégica.
Como a Teros apoia estratégias de precificação governadas

A Teros atua como infraestrutura de automação e decisão para empresas que precisam estruturar processos críticos com governança, rastreabilidade e compliance.
A plataforma permite:
- Orquestrar decisões financeiras;
- Integrar dados do Open Finance de forma consentida;
- Versionar regras de pricing e crédito;
- Automatizar esteiras decisórias sem impactar sistemas legados.
Mais do que tecnologia, o foco está em controle, transparência e escalabilidade — pilares essenciais para quem quer proteger margens e cumprir metas ambiciosas.
Revisar a estratégia de precificação é, hoje, um exercício de maturidade organizacional.
Quem encara o pricing como decisão governada ganha eficiência, reduz riscos e constrói margens sustentáveis. Se 2026 traz metas agressivas, o momento do check-up é agora. Entre em contato com a Teros e saiba mais!