Implantação do open banking e aceleração da transformação digital lançam desafios para as empresas do setor e para os consumidores

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O setor bancário no Brasil sente a necessidade de evoluir rapidamente, impulsionado pelas atuais mudanças regulatórias e tecnológicas emergentes que trarão inovação, além de uma ampla variedade de produtos e serviços

Nesse ambiente dinâmico, as instituições financeiras precisam estar em conformidade com as novas normas regulatórias do open banking presentes nas diretrizes do Banco Central. Este, por sua vez, apresenta um cronograma bastante desafiador para implementação do open banking no Brasil. É preciso salientar que, juntamente com estas adequações, as instituições têm os desafios de gerenciar os custos e manter a segurança e a confiança junto aos parceiros e clientes.

Os desafios reais de implementação do open banking já estão aparentes e a corrida contra o relógio se dá em função do grande volume de trabalho a ser feito e da alta complexidade das adaptações em vista de um cronograma bastante apertado.

Com a fase de iniciação de pagamentos que começa agora em outubro com o PIX, sem dúvida a adequação tecnológica é a frente de trabalho que está consumindo equipes numerosas e alto investimento dentro dos bancos e fintechs.

 

É o momento em que um volume maior de empresas fará a adesão ao novo sistema, tendo em vista que atualmente temos quase 800 empresas que oferecem o PIX e que estão obrigadas, por força dessa nova regulação, a participar do open banking.

 

No entanto, o previsto “encontro” do PIX com open banking agendado para dia 29 de outubro, não poderia ocorrer em um momento mais delicado, uma vez que os golpes e fraudes envolvendo o PIX vêm crescendo nos últimos meses e obrigou o Banco Central a adotar medidas junto ao mercado para garantir a segurança dos usuários, limitando, inclusive, o valor máximo a ser transacionado por essa nova modalidade de pagamento. 

 

Diante desse cenário, foi lançado essa semana um guia de recomendações para prevenção a fraudes para o open banking Brasil. O documento tem como foco a iniciação de transações de pagamento e é composto por recomendações de estratégias que os participantes devem implementar para atenuar os riscos. 

 

De acordo com algumas instituições financeiras, um dos maiores desafios do open banking, além de sua complexidade intrínseca, é que as normas estão sendo escritas praticamente em paralelo com o desenvolvimento tecnológico, o que gera, muitas vezes, a necessidade de revisões nas entregas de tecnologia e atrasos nos cronogramas.

Para minimizar o atraso, o mercado tem buscado os “aceleradores tecnológicos” empresas que possuem componentes que aceleram a implantação e facilitam o processo de adequação regulatória ao open banking. 

Os “aceleradores tecnológicos”, na maioria das vezes, são empresas que possuem estruturas mais leves e que, por isso, têm a possibilidade de se adaptar de maneira ágil a regulação, impulsionando a implantação com todo compliance regulatório necessário. Assim, a Teros se destaca por ter sido a primeira empresa brasileira, fornecedora de solução de open banking, homologada pelo Open ID Foundation, entidade selecionada pelo Banco Central para certificar a entrada das empresas ao open banking e garantir o adequado funcionamento das APIs e os requisitos de segurança.

 

Mas os desafios não param por aí, pois o tema ainda é novo e não houve tempo para a população compreender realmente do que se trata “esse tal open banking”. Fica então a provocação para o mercado de como educar os consumidores para que eles participem de fato do novo sistema.   

Quais as expectativas diante de tanta transformação e qual a capacidade de entendimento real de tudo isso?

 

A educação do consumidor acontecerá com a prática, à medida que o consumidor optar por utilizar o open banking e, ele só optará por esse uso, quando perceber os benefícios. Por isso, existe uma responsabilidade enorme das empresas participantes na clareza e transparência de suas ofertas aos consumidores, deixando claro no “momento do consentimento” o que o consumidor está de fato autorizando e como ele poderá fazer a gestão dos seus dados compartilhados e consentimentos concedidos. 

 

Por fim, o open banking trará grandes transformações na comercialização dos serviços financeiros e, sem dúvida, será um celeiro para inovação, atraindo novos participantes. A partir desse momento, veremos o open finance acontecer no Brasil. Contudo, ainda há um bom caminho a ser trilhado para que os consumidores colham os benefícios do open banking, com segurança, nessa era de dados abertos e compartilháveis. Bem como, levará um certo tempo para que as empresas implementem suas estratégias de monetização e aprimorem seu portfólio a partir das possibilidades que o open banking proporciona. 

 

As empresas que terão mais êxito serão aquelas que saírem na frente com a melhor proposta de valor associada com jornadas de uso intuitivas, com simplicidade e transparência.  

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