IPCA e a estratégia de reajustes de contratos

IPCA, os índices de inflação e a estratégia de reajustes de contratos

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Com a divulgação da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado pelo IBGE passará, em janeiro de 2020, por mudanças tanto em sua ponderação quanto sua composição. As mudanças no comportamento de consumo das famílias brasileiras terão impacto direto na estimativa de inflação para o ano que vem.

A revisão do IPCA tem impactos não apenas nas discussões macroeconômicas, como revisão da taxa Selic, mas também diretamente na atividade econômica, isso porque o IPCA é frequentemente utilizado como indexador para reajustes de contratos entre prestadores de serviço e seus clientes, e empresas e seus fornecedores. Ao se reponderar os componentes do IPCA, revela-se, em geral, uma inflação menor do que havia sido anteriormente observada, isso porque os hábitos de consumo das famílias mudam com o tempo e bens e serviços vão sendo substituídos. Por exemplo, o IPCA ainda hoje considerava aparelhos de DVD e máquinas fotográficas como componentes do índice, e ao mesmo tempo desconsiderava serviços de streaming e transporte por aplicativos. Essa situação irá se inverter a partir do próximo ano, quando passarão a valer os pesos da POF 2017-2018.

IPCA e a estratégia de reajustes de contratos inflation

Este cenário de mudança é o momento ideal para que as empresas se questionem se continuar a usar o IPCA como indexador para o reajuste de seus contratos e acompanhamento de seus custos é de fato a estratégia mais interessante.

Cerca de 60% do peso do IPCA é composto pelos setores de Alimentação, Transporte e Habitação. Levanta-se, portanto, o seguinte questionamento: a utilização do IPCA garante uma recomposição acurada dos custos? Isso vai depender de como é composta a estrutura de custos de cada empresa, e diretamente de qual a proporção de contratos de fornecedores que estão também indexados em IPCA. Os demais custos terão provavelmente baixa aderência uma vez que o IPCA é calculado a partir da cesta de consumo representativa das famílias que recebem entre 1 e 40 salários mínimos.

O que se observa é que muitas firmas aplicam reajustes baseados nos índices mais agregados de inflação como o IPCA e IGP simplesmente seguindo o que se costuma praticar no mercado, perdendo assim, oportunidades de realizar uma precificação mais assertiva, que leve em consideração as reais variações de seus custos. Empresas devem procurar índices mais adequados para balizar seus reajustes contratuais, explicitando tais índices a seus clientes. Isso garante que não se perderá rentabilidade em momentos que seus reais custos estiverem crescendo acima da inflação, assim como também pode garantir que a empresa ganhe competitividade frente a seus concorrentes quando seus custos estiverem abaixo da inflação.

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